Para que este nosso mundo vá por um caminho cristão - o único que vale a pena -, temos de viver uma amizade leal com os homens, baseada numa prévia amizade leal com Deus. (Forja, nº 943)
Quando te falo de "apostolado de amizade", refiro-me a amizade "pessoal", sacrificada, sincera: de tu a tu, de coração a coração. (Sulco, nº 191)
Os que encontram Cristo não podem fechar-se no seu ambiente; triste coisa seria essa redução! Têm de abrir-se em leque, para chegar a todas as almas. Cada um deve criar - e alargar - um círculo de amigos, no qual influa com o seu prestígio pessoal, com a sua conduta, com a sua amizade, procurando que Cristo influa por meio desse prestígio profissional, dessa conduta, dessa amizade. (Sulco, nº 193)
A verdadeira amizade implica também um esforço cordial por compreender as convicções dos nossos amigos, mesmo que não cheguemos a partilhá-las nem a aceitá-las. (Sulco, nº 746)
Não permitas nunca que a erva ruim cresça no caminho da amizade: sê leal. (Sulco, nº 747)
Se a tua amizade se rebaixa até se converter em cúmplice das misérias alheias, reduz-se a um triste compadrio, que não merece o mínimo apreço. (Sulco, nº 761)
Diz-me, diz-me: isso é uma amizade ou uma algema? (Caminho, nº 160)
Pondo o amor de Deus no meio da amizade, este afecto depura-se, engrandece-se, espiritualiza-se; porque se queimam as escórias, os pontos de vista egoístas, as considerações excessivamente carnais. Não o esqueças: o amor de Deus ordena melhor os nossos afectos, torna-os mais puros, sem os diminuir. (Sulco, nº 828)
Se com lealdade, caridosamente, um bom amigo te faz ver, a sós, pontos que desfeiam a tua conduta, forma-se dentro de ti a convicção de que se engana: não te compreende. Com esse falso convencimento, filho do teu orgulho, serás sempre incorrigível. - Dás-me pena: falta-te decisão para buscares a santidade. (Sulco, nº 707)
Não tenhas inimigos. - Tem apenas amigos... da direita - se te fizeram ou quiseram fazer-te bem - e... da esquerda - se te prejudicaram ou tentaram prejudicar-te. (Caminho, nº 838)
Desejo que o teu comportamento seja como o de Pedro e o de João: que leves à tua oração, para falar com Jesus, as necessidades dos teus amigos, dos teus colegas... e que depois, com o teu exemplo, possas dizer-lhes "Respice in nos!'' - Olhai para mim! (Forja, nº 36)
Perguntas-me o que é que poderias fazer por aquele teu amigo, para que não se encontre sozinho. Dir-te-ei o que sempre digo, porque temos à nossa disposição uma arma maravilhosa, que resolve tudo: rezar. Primeiro, rezar. E, depois, fazer por ele o que quererias que fizessem por ti, em circunstâncias semelhantes. Sem o humilhar, é preciso ajudá-lo de tal maneira que se lhe torne fácil o que lhe é difícil. (Forja, nº 957)
"Per Iesum Christum Dominum nostrum'', por Jesus Cristo, Senhor Nosso. Desta maneira tens de fazer as coisas: por Jesus Cristo! É bom que tenhas um coração humano; mas, se fazes as coisas só porque se trata de uma pessoa determinada, mal! Ainda que o faças também por esse irmão, por esse amigo, fá-lo sobretudo por Jesus Cristo! (Forja, nº 872)
Enquanto continuares persuadido de que os outros devem viver sempre pendentes de ti, enquanto te não decidires a servir - a ocultar-te e desaparecer -, a relação com os teus irmãos, como os teus colegas, com os teus amigos, será fonte contínua de desgostos, de mau humor... de soberba. (Sulco, nº 712)
Tiveste a grande sorte de encontrar verdadeiros mestres, amigos autênticos, que te ensinaram sem reservas tudo quanto quiseste saber; não necessitaste de artimanhas para lhes "roubar" a sua ciência, porque te indicaram o caminho mais fácil, ainda que a eles lhes tivesse custado muito trabalho e sofrimento descobri-lo... Agora, cabe-te a ti fazer outro tanto, com este, com aquele, com todos! (Sulco, nº 733)
Consideras-te amigo porque não dizes uma palavra má. - É verdade; mas também não vejo uma obra boa de exemplo, de serviço... - Esses são os piores amigos. (Sulco, nº 740)
Não me parece cristã a fraternidade de que faz alarde aquele teu amigo que te previne: "Disseram-me de ti esta ou aquela calúnia grosseira; desconfia de alguma pessoa que deve estar metida na tua intimidade"... Não me parece cristã, porque a esse "irmão" falta a iniciativa nobre de fazer calar primeiro o caluniador e, depois, de comunicar-te lealmente o seu nome. - Se não tem carácter para se exigir essa conduta, esse "irmão" expõe-te a deixar-te só na vida, incitando-te a desconfiares de todos e a faltares à caridade com todos. (Sulco, nº 743)